EFETóquio

A localidade japonesa de Futaba, uma das duas que acolhe a acidentada central nuclear de Fukushima, permite a partir desta quinta-feira que alguns dos seus residentes pernoitem nos seus lares pela primeira vez depois de mais de dez anos desde o desastre atómico.

A permissão foi concedida principalmente às pessoas que ainda estão afetadas pela ordem de evacuação ainda em vigor no território e que está previsto que se levante em junho.

As autoridades têm levantado progressivamente na última década as ordens de evacuação impostas pela excessiva radiação, embora 2,4% da superfície de Fukushikma, a terceira maior província do Japão, continuem a ser "zonas de difícil regresso", e localidades como Futaba continuam sem um só habitante.

Futaba conta atualmente com cerca de 6.000 pessoas recenseadas, mas as suas casas estão tecnicamente fora dos terrenos da zona.

Esta é a única localidade afetada pelo desastre que continua com o acesso restringido na sua totalidade devido à radiação, apesar da proibição de entrada tenha sido levantada parcialmente em março de 2020 para permitir a retomada de certas atividades no escritório municipal.