EFEBogotá

Milhares de colombianos voltaram às ruas do país esta quarta-feira, início da segunda "greve nacional" em protesto contra o Governo do presidente Iván Duque, após uma semana de intensas manifestações e violência com dezenas de vítimas.

O início festivo do dia contrasta com o vivido em Bogotá entre a noite de terça e o início da madrugada de quarta, em que alguns manifestantes atacaram 23 esquadras, uma das quais incendiada com dez agentes no interior, distúrbios que deixaram feridos 72 civis e 19 polícias.

Os atos de quarta começaram pela manhã em Bogotá, Barranquilla, Bucaramanga, Cali e outras capitais regionais entre cânticos, bandeiras das cores da Colômbia e brancas.

"Chega de impostos", "Saúde e educação" e "Estão a matar-nos de fome" foram alguns dos cartazes expostos por grupos de manifestantes em Suba, na região de Bogotá.

No Parque Nacional, um dos pontos de encontro dos manifestantes, houve exposições artísticas, batucadas e cânticos para um dia pacífico de respeito à vida.

Em Barranquilla, milhares de manifestantes com camisolas da seleção colombiana tomaram as principais vias rumo à rua central de La Paz.

Os comerciantes no centro desta cidade também organizaram uma manifestação para protestar contra os saques e outros atos de vandalismo que sofreram na semana passada.

Enquanto isso, em Bucaramanga, capital do departamento de Santander, as pessoas foram cedo para as ruas, e a avenida que liga ao município de Floridablanca ficou lotada devido a uma caravana de carros com bandeiras colombianas.

Até agora, de acordo com a Defensoria do Povo, numa semana de protestos pelo menos 19 pessoas morreram, embora organizações sociais afirmem que o número é maior.

A ONG Temblores, que documenta a violência policial, informou que entre os dias 28 abril e 4 de maio, contabilizou "31 vítimas de violência homicida" devido à brutalidade policial.