EFEBerlim

A comissão orçamental do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) decidiu esta quinta-feira retirar alguns privilégios ao ex-chanceler social-democrata Gerhard Schröder, muito criticado por não romper os seus vínculos com a Rússia em plena guerra na Ucrânia.

Assim, segundo informações da cadeia pública ARD, a comissão anulou o seu gabinete no Bundestag, que fica formalmente "em suspenso", e os respetivos funcionários.

No ano passado, as despesas em pessoal e viagens dos trabalhadores do gabinete do antigo chanceler rondaram os 419.000 euros, número que não inclui os custos do espaço do escritório e de equipamento do mesmo.

Porém, Schröder, de 78 anos, mantém a sua pensão e proteção pessoal.

Os partidos da coligação de Governo tinham apresentado uma moção à comissão de orçamento para cortar drasticamente os direitos especiais do ex-chanceler, entre eles o seu escritório no Bundestag.

Na moção, social-democratas, verdes e liberais defendem, em primeiro lugar, que o ex-chanceler já não desempenha nenhuma obrigação permanente derivada do seu cargo, pelo que o seu gabinete deve "ficar em suspenso".

Além disso, exigem ao Governo que garanta que as atribuições aos antigos chefes de Governo se baseiem no desempenho de obrigações contínuas derivadas do seu anterior cargo e não no estatuto.

Com este pedido, os parceiros de coligação estabelecem também normas para a chanceler anterior, Angela Merkel, e para os futuros responsáveis do Governo.