EFEWashington

Um comité assessor da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos EUA recomendou esta terça-feira a aprovação para uso de emergência da vacina contra a covid-19 da Pfizer para menores com idades entre 5 e 11 anos.

Depois de mais de sete horas de reunião, os especialistas da agência deram o aval para a recomendação com 17 votos a favor e uma abstenção.

A FDA precisa agora de emitir a sua própria decisão sobre a questão, esperada por volta de 1 de novembro, para que depois os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) analisem a imunização deste grupo.

A previsão é que o próprio comité assessor dos CDC se reúna nos dias 2 e 3 de novembro para examinar dados sobre a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos, antes da diretora da agência, Rochelle Walenksy, ter a última palavra sobre o assunto.

Durante a reunião desta terça-feira, o especialista Hong Yang, conselheiro de avaliação de riscos e benefícios do Escritório de Bioestatística e Epidemiologia da FDA, citou vários cenários possíveis sobre a forma como a pandemia pode evoluir.

Em todos os casos, os benefícios de imunizar as crianças são "claramente" superiores aos riscos, disse Yang, citando a miocardite, uma inflamação do coração, como um dos possíveis riscos.

Um pediatra dos CDC, Matthew Oster, que também falou na reunião do comité, observou que não foram vistas taxas mais elevadas de miocardite causada pela vacina entre crianças com idades compreendidas entre 12 e 17 anos.

Em maio, os EUA autorizaram a vacina da Pfizer para adolescentes com 12 anos ou mais. Oster explicou que a miocardite pode acontecer em crianças com síndrome inflamatória multissistémica causada pela covid-19.

Segundo os CDC, embora não se saiba exatamente o que causa esta síndrome em que várias partes do corpo ficam inflamadas, sabe-se que em muitos casos ocorre em crianças que tinham covid-19 ou estavam perto de uma criança infetada.

Os CDC acompanharam os casos de 5.000 crianças com a síndrome relacionada com a covid-19 e, segundo Oster, a agência "ainda não viu quaisquer sinais" que a ligassem às vacinas.

Concretamente, os CDC identificaram 24 voluntários que tinham sido imunizados antes de contrair a síndrome, e 18 deles tinham sido infectados com a covid-19.

"Não temos visto taxas elevadas (da síndrome) associadas à vacina em bebés e crianças mais velhas", esclareceu Oster.