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Um funcionário do topo da hierarquia do regime norte-coreano respondeu hoje às últimas advertências lançadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e sublinhou que o país asiático não tem "mais nada a perder".

Kim Yong-chol, responsável pela inteligência do regime e a pessoa à frente do diálogo nuclear com Washington, assinou esta segunda-feira um comunicado publicado pela agência KCNA em resposta aos comentários realizados por Trump no fim de semana.

No sábado, depois do embaixador norte-coreano na ONU, Kim Song, dar o acordo sobre desnuclearização como rompido, Trump explicou aos jornalistas que a Coreia do Norte não deveria procurar interferir nas eleições presidenciais dos EUA do próximo novembro.

Pyongyang anunciou no domingo um "teste importante" num centro de desenvolvimento de mísseis (provavelmente testou um novo motor para projéteis, segundo mostraram hoje fotos por satélite) e Trump, através da rede social Twitter, advertiu ao líder norte-coreano, Kim Jong-um, de que vai perder "tudo" se atuar de maneira "hostil".

"Há tantas coisas que Trump não sabe da Coreia (do Norte). Nós não temos mais nada a perder", disse hoje Kim Yong-chol no referido comunicado.

"Dá para ver que Trump está muito nervoso", acrescentou o membro do regime da Coreia do Norte, que assegurou que "pode estar perto o momento em que o vamos chamar novamente de 'idoso senil na sua senilidade'", em referência à troca de insultos entre o presidente americano e o regime por volta de 2017.