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O Governo sul-coreano evitou hoje comentar, ao ser questionado pela Efe, sobre notícias que surgiram nas últimas horas e que sugeriam que o líder norte-coreano Kim Jong-un poderá ter sido operado ao coração e até estar em estado grave.

Uma porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul respondeu que "não há comentário oficial" sobre o artigo publicado pelo Daily NK, um meio de comunicação digital produzido em Seul por desertores norte-coreanos com uma vasta rede de contactos no país vizinho, que garante que Kim "foi recentemente submetido a um procedimento cardiovascular".

O artigo foi publicado depois dos meios de comunicação norte-coreanos não terem mostrado o líder norte-coreano a participar na semana passada na tradicional visita ao mausoléu onde jazem os restos mortais do seu avô Kim Il-sung.

É tradição que a todos os dias 15 de abril, aniversário do nascimento do seu avô e principal feriado nacional, Kim Jong-un visite o Palácio do Sol em Kumsusan, preste homenagem ao fundador da Coreia do Norte, algo amplamente divulgado pelo aparelho de propaganda do regime de Pyongyang.

O artigo do Daily NK afirma que as razões pelas quais o líder terá sido submetido a uma cirurgia cardíaca são "o tabagismo, obesidade e fadiga".

A porta-voz da Unificação afirmou ainda que o Governo de Seul não vai comentar, por enquanto, outras informações publicadas hoje pela cadeia de televisão americana CNN, segundo as quais "os Estados Unidos confirmam que o líder norte-coreano Kim Jong-un se encontra em sério perigo depois de uma cirurgia".