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A Coreia do Sul anunciou esta sexta-feira que vai doar 7,15 milhões de euros em ajuda humanitária à Coreia do Norte através de organismos internacionais, num momento no qual este país encara uma possível escassez de alimentos.

Seul aprovou originalmente o pacote de ajuda em 2017, mas os contínuos testes de armas norte-coreanos e a ativação de sanções internacionais e a falta de avanços na desnuclearização norte-coreana evitaram que o governo sul-coreano finalizasse o envio.

"A Coreia do Sul vai fornecer 8 milhões de dólares (7,15 milhões de euros) através de organismos internacionais, incluindo o programa de apoio nutricional do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para crianças e mulheres grávidas na Coreia do Norte, e o projeto de atendimento à saúde materna infantil da Unicef", explicou o Ministério da Unificação sul-coreano em comunicado.

O Sul aprovou o envio de ajuda "independentemente da situação política", num momento no qual o diálogo sobre desnuclearização com Pyongyang está estancado desde a reunião de Hanói de fevereiro e no qual a Coreia do Norte está a enfrentar uma carestia alimentar e a sofrer a pior seca de primavera (hemisfério norte) em quatro décadas.

Um recente relatório da FAO e do PMA indica que, devido ao pior rendimento agrícola numa década, mais de 10 milhões de norte-coreanos (cerca de 40% da população) enfrentam uma iminente escassez de comida, especialmente de junho a outubro, antes da colheita de outono.