EFEHavana

As autoridades de Cuba anunciaram esta quinta-feira o fim dos trabalhos de resgate no Saratoga, o hotel de Havana onde ocorreu uma explosão na sexta-feira passada que matou 44 pessoas.

O último relatório do Ministério da Saúde Pública, divulgado esta tarde, manteve o número de feridos na explosão em 98, 16 dos quais continuam internados.

O acidente, presumivelmente provocado por uma fuga de gás, causou graves danos no edifício, com o desabamento de parte da estrutura e a queda de metade da fachada, assim como danos em 17 prédios contíguos.

Após a conclusão dos trabalhos de busca e resgate, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel decretou dois dias de luto oficial, segundo informou o jornal oficial "Granma".

"Durante a vigência do luto oficial, a bandeira da estrela solitária deve ser hasteada a meia-haste em prédios públicos e instituições militares", acrescentou a publicação.

Antes, o chefe do Corpo de Bombeiros de Cuba, o coronel Luis Carlos Guzmán, disse à imprensa local que as equipas encontraram o corpo da última pessoa desaparecida, de acordo com relatos de familiares.

"Até este minuto, ainda é a última pessoa desaparecida", disse Guzmán, referindo-se ao corpo encontrado, presumivelmente o de uma trabalhadora que estava no prédio no momento da explosão na sexta-feira passada.

Citado pela estatal Agência Cubana de Notícias, o oficial acrescentou que agora vão continuar com a limpeza e remoção de escombros na área onde aconteceu a explosão.

Todos os mortos identificados até agora são cubanos, exceto uma jovem turista espanhola.

O governo cubano reiterou que a causa do acidente foi uma fuga ocorrida quando um camião-cisterna de gás liquefeito abastecia um tanque no estabelecimento.

O Saratoga, construído em 1880, funcionava como hotel desde 1911, e a sua última restauração foi em 2005.