EFEWashington

Os democratas registaram um notável triunfo eleitoral esta terça-feira ao conseguir o controlo completo do governo do estado da Virgínia pela primeira vez em mais de duas décadas, para além de se terem proclamado vitoriosos por uma estreita margem na contenda pela governação do Kentucky.

Confirma-se a transformação da Virgínia para um estado democrata com o domínio nas duas câmaras do congresso estatal e o controlo da governação, em mãos de Ralph S. Northam.

Noutro feito histórico, Ghazala Hashmi tornou-se na primeira mulher muçulmana a entrar no Senado estatal.

"Estou aqui para declarar oficialmente hoje, 5 de novembro de 2019, que a Virgínia é oficialmente azul", disse ontem à noite Northam aos seus apoiantes em Richmond, capital do estado, em referência à cor dos democratas.

Com esta vitória, os democratas têm via livre para prosseguir com a sua agenda progressista destinada, entre outros objetivos, a reforçar o controlo de armas e subir o salário mínimo.

Por sua vez, no Kentucky, o promotor geral, o democrata Andy Beshear declarou a sua vitória frente ao atual governador, o republicano Matt Bevin, embora este ainda não tenha reconhecido a derrota.

O aparente triunfo de Beshear num estado de marcado caráter conservador acontece apenas um dia depois do presidente Donald Trump viajar ao Kentucky para um comício de apoio a Bevin.

"Se perder, vão dizer que Trump sofreu a maior derrota na história do mundo. Não pode deixar que isso me aconteça", disse Trump a Bevin no ato de segunda-feira.

As boas notícias para os republicanos deram-se no estado de Mississipi (sul), onde retiveram o controlo da governação, com Tate Reeves a impor-se ao seu rival democrata, Jim Hood.

Por sua vez, no Arizona, os eleitores recusaram esta terça, surpreendentemente, declarar-se como cidade santuário, cidades que não colaboram com as autoridades migratórias federais na detenção de imigrantes indocumentados, mas Regina Romero fez história ao tornar-se na primeira mulher latina a ocupar a autarquia de Tucson.

Embora de perfil estatal, estas disputas eleitorais oferecem indícios para a grande batalha das eleições presidenciais que terão lugar em novembro de 2020, onde Trump vai procurar a reeleição.