Bruxelas, 28 de Nov (EFE) - A União Europeia (UE) está a entrar na recta final de um ano incerto e difícil marcado pela crise gerada pela pandemia e com duas grandes questões para o seu futuro ainda por resolver: que Varsóvia e Budapeste aceitem que os orçamentos estejam ligados ao Estado de direito e o final do Brexit.

Todos os elementos parecem estar no terreno europeu, que já foi fertilizado pela crise, para o que poderia ser uma "tempestade perfeita", cujas nuvens vindas do leste (Hungria e Polónia) e do oeste (Reino Unido) têm o desafio de despejar duas mulheres alemãs: a chanceler Angela Merkel, como presidente rotativa da UE, e a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que foi a sua ministra da defesa.

Estas são duas grandes questões que, se as actuais negociações não forem bem sucedidas, irão de uma forma ou de outra aumentar o fardo do último Conselho Europeu do ano, previsto para 10 e 11 de Dezembro, que já tem uma agenda muito preenchida para o final da Presidência Alemã.