EFEBruxelas

A embaixadora da União Europeia (UE) na Venezuela, a portuguesa Isabel Brilhante, vai sair do país "nos próximos dias", dependendo da disponibilidade de voos para voltar à Europa, mas não este sábado, a data limite que tinha sido determinada pelo Governo venezuelano.

Fontes comunitárias informaram à Efe que a saída neste sábado "não foi possível por razões logísticas das quais as autoridades têm conhecimento".

De acordo com as fontes, as autoridades venezuelanas não reverteram a decisão de declarar Brilhante 'persona non grata'. Na quarta-feira, o Governo deu um prazo de 72 horas para a diplomata sair do país.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já tinha ordenado a expulsão da embaixadora em junho do ano passado. Desta vez, a comunicação veio do ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza.

A decisão era esperada desde que o Parlamento pediu na terça-feira para que o Governo expulsasse Brilhante em resposta às últimas sanções do bloco europeu contra políticos e autoridades venezuelanas.

Um dia antes, a UE aprovou novas sanções contra 19 pessoas na Venezuela. O bloco não reconhece as eleições venezuelanas realizadas no dia 6 de dezembro do ano passado por considerar que não foram seguidos os padrões democráticos necessários.

No dia seguinte, Bruxelas reagiu também classificando como 'persona non grata' a chefe da missão da Venezuela na UE, Claudia Salerno. No entanto, tal decisão não implica a expulsão do território comunitário porque Salerno também é a embaixadora venezuelana para a Bélgica e Luxemburgo.