EFEChisinau

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, ofereceu esta sexta-feira à presidente da Moldávia, Maia Sandu, acolher em Espanha 2.000 dos 80.000 refugiados ucranianos que estão atualmente neste país.

Sánchez expressou essa oferta numa conferência de imprensa conjunta com Sandu durante a sua visita ao país, a primeira de um chefe do Executivo espanhol e que coincide com o dia em que se cumprem cem dias da invasão russa da Ucrânia.

Desde Chisinau, a capital moldava e a menos de uma hora da fronteira com a Ucrânia, o presidente do Governo espanhol condenou a "brutal agressão" de Vladimir Putin e transmitiu a sua solidariedade tanto ao país atacado como a outros, entre eles a Moldávia, que sofrem mais com as suas consequências.

"Espanha está com a Moldávia", afirmou Sánchez, que apoiou a integridade territorial do país nas suas fronteiras reconhecidas internacionalmente, o que inclui a autoproclamada república da Transnístria.

Depois de garantir que a União Europeia está a trabalhar sem descanso para continuar a aprovar sanções económicas à Rússia, elogiou a gestão "exemplar" da Moldávia na receção aos ucranianos que fogem da guerra.

Sánchez mencionou a título de exemplo o trabalho feito pelo centro de acolhimento de Chisinau, que vai visitar durante a sua viagem à capital moldava.

Nesse contexto, ofereceu que 2.000 dos 80.000 refugiados ucranianos que se encontram na Moldávia possam ser realocados para Espanha caso se considere necessário, um gesto agradecido pela presidente Sandu.

Sánchez recordou ainda que Espanha enviou 30 toneladas de ajuda em material para ajudar os cidadãos que têm chegado desde território ucraniano e destinou 8 milhões de euros a países limítrofes com a Ucrânia, entre eles a Moldávia, para colaborar nesse acolhimento.

O presidente do Governo espanhol expressou o seu apoio à intenção da Moldávia de aderir no futuro à União Europeia e realçou que os valores europeus estão em jogo com a guerra da Ucrânia.

Sandu reconheceu que a situação na Moldávia é "complicada" com a guerra e sublinhou que o seu país pediu a paz desde o primeiro momento e abriu as suas portas aos refugiados ucranianos.

A presidente moldava explicou os efeitos da guerra na economia da Moldávia, tanto pela impossibilidade de exportar e importar produtos através dos portos da Ucrânia como pelo impacto nos preços.