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Espanha regressou esta segunda-feira às aulas de forma presencial e sob um estrito cumprimento dos protocolos de saúde, mas com receio de um aumento de baixas laborais dos professores devido à alta transmissão da Ómicron e com a recomendação de suavizar quarentenas.

Para combater este problema causado pela nova variante do coronavírus, a mais contagiosa até à data, várias regiões espanholas já anunciaram medidas que permitam uma rápida substituição de profissionais contagiados.

Depois da decisão unânime do Governo socialista de Pedro Sánchez e das regiões de voltar às aulas presenciais, o compromisso é não baixar a guarda e cumprir estritamente o protocolo de medidas aprovado no começo do ano letivo, com a novidade de que as máscaras também terão que ser usadas no exterior, uma obrigação que se vai manter enquanto a atual situação de alta transmissão continuar.

Uma das principais novidades introduzidas é a aplicação de quarentenas mais suaves nos centros educativos.

Até agora, os alunos completamente vacinados que eram contacto de risco de um positivo estavam isentos de quarentena, e os que não o estavam deviam respeitar um período de sete dias.

A nova decisão da Comissão da Saúde Pública (composta pelo Ministério da Saúde e as comunidades autónomas) determinou uma quarentena para uma turma toda com pelo menos 5 casos de covid ou 20% dos seus alunos estejam afetados num período igual ou inferior a 7 dias.

A recomendação incide que na eventualidade de serem apenas 4 casos ou menos de 20% da turma, serão considerados casos esporádicos, pelo que não é necessária quarentena.

Regiões como Madrid e Andaluzia já tinham indicado na semana anterior que eram partidárias de suavizar as quarentenas nas salas de aula. Assim, os alunos madrilenhos de até 12 anos que tenham sido contato próximo de um positivo não terão que fazer quarentena a partir desta segunda-feira, independentemente da sua situação de vacinação.

Muitas regiões de Espanha atualizaram os seus protocolos para este regresso às aulas com pequenas novidades, tais como a recomendação de medir a temperatura dos alunos em casa, limitar o acesso do pessoal não docente às instalações escolares e a importância da ventilação dos espaços.