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O candidato de esquerda, Stefano Bonaccini, venceu as eleições regionais de Emília-Romanha (norte de Itália) com mais de 50% dos votos e travou o avanço do partido de extrema-direita Liga, de Matteo Salvini, que ameaçava conquistar este histórico bastião progressista.

Também se realizaram no domingo as regionais em Calábria (sul), onde a direita venceu com mais de 55% dos votos.

O Ministério do Interior italiano publicou no seu site os resultados destas eleições, cuja contagem está quase a terminar, e atualmente o atual presidente de Emília-Romanha e candidato de uma coligação de esquerda formada, entre outros, pelo governamental Partido Democrata (PS, centro-esquerda), parece ser o grande vencedor com 51,41% dos apoios.

Em segundo lugar e a certa distância fica Lucia Borgonzoni, a candidata da coligação de direita composta pela Liga, o conservador Forza Italia, de Silvio Berlusconi, e o ultranacionalista Irmãos de Itália, entre outros.

Salvini não conseguiu assim arrebatar à esquerda esta região, dirigida historicamente por partidos progressistas, e teve que se conformar com um segundo lugar para a sua candidata.

O líder da extrema-direita, que se tinha dedicado a pleno a esta campanha e confiava em continuar a ampliar o seu apoio em Itália para forçar umas eleições antecipadas, evitou referir-se diretamente a estes resultados, limitando-se a aplaudir a grande afluência de votantes, da qual se atribuiu parte do mérito.

O secretário nacional do PS, Nicola Zingaretti, aproveitou para atacar o ex-ministro do Interior e dizer que "Salvini perdeu nas urnas".

"Salvini perdeu. Queria pressionar o Governo, mas este sai reforçado e deve seguir em frente com menos divisões e maior concreção", disse à imprensa.