EFEBruxelas

O enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliott Abrams, pediu hoje à União Europeia (UE) que imponha novas sanções ao regime do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e considerou que as reservas europeias a adotar essas medidas "não ajudaram" às negociações entre o Governo e a oposição do país latino-americano moderadas pela Noruega.

"Esperamos que a UE faça rapidamente aquilo sobre o que esteve a falar, que é impor sanções pessoais adicionais", declarou esta segunda-feira o diplomata americano durante uma conferência organizada pelo centro de estudos German Marshall Fund em Bruxelas, onde se reúne com funcionários comunitários.

O político mostrou-se esperançoso que desse modo "o impacto psicológico, político e pessoal" sobre o regime contribua para "um regresso pacífico e negociado à democracia e à prosperidade" na Venezuela.

A UE sancionou até agora 18 pessoas que considera que descumpriram os princípios democráticos e do Estado de direito e que são responsáveis de "graves violações dos direitos humanos", mas não ampliou mais essa lista.

Bruxelas proibiu viajar para o seu território e congelou-lhes os ativos que possam ter em solo europeu.