EFEWashington

O Governo presidido por Donald Trump está a considerar restringir o acesso dos utilizadores americanos à aplicação chinesa TikTok devido à possibilidade do Governo de Pequim estar a utilizá-la como meio de monitorização e distribuição de propaganda entre os cidadãos.

O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo em declarações ao programa "The Ingraham Angle" do canal Fox News.

Pompeo disse que "ele e o presidente Trump estão a levar a sério" essa possibilidade, depois da anfitriã do programa, Laura Ingraham, ter recordado que a Índia já tinha proibido a aplicação e que a Austrália está a considerar fazê-lo.

"Estamos a levar isto muito a sério e estamos certamente a analisar o assunto", reiterou Pompeo antes de sublinhar que a sua administração está a ver o que está a acontecer em todo o mundo com essa aplicação.

"A respeito das aplicações chinesas nos telemóveis das pessoas, posso assegurar-vos que os Estados Unidos também o farão", acrescentou, acrescentando que não queria entrar em mais detalhes sobre a questão, porque potencialmente "anteciparia" qualquer anúncio presidencial.

"Mas isto é algo que estamos a ver", disse, e avisou os americanos para serem cautelosos na utilização do TikTok se não quiserem que a sua informação privada caia "nas mãos do Partido Comunista Chinês".

O TikTok é uma aplicação de vídeo de curta duração propriedade da companhia ByteDance, sediada em Pequim.

A aplicação, cuja utilização se generalizou em todo o mundo nos últimos meses, tem sido repetidamente criticada por políticos americanos que a acusam de ser uma ameaça à segurança nacional devido aos seus laços com a China.

Os críticos desta nova forma de comunicação através das redes sociais alegam, segundo os meios de comunicação dos EUA, que a empresa poderá ser forçada a "apoiar e cooperar com o trabalho de inteligência que está a ser feito pelo Partido Comunista Chinês".