EFEWashington

A Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) limitou esta quinta-feira o uso da Janssen, vacina de dose única contra a covid-19 da Johnson & Johnson, depois de analisar o risco de coágulos sanguíneos raros, mas graves.

Em comunicado, a agência federal disse que a autorização emergencial da vacina da J&J será agora restrita a maiores de 18 anos para quem não há outras vacinas disponíveis ou clinicamente apropriadas, ou que não desejam receber outra vacina.

A mudança deve-se ao risco de desenvolver um tipo de coágulo sanguíneo raro e perigoso, chamado síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS), após a administração da vacina.

"Temos monitorizado de perto a vacina e o aparecimento de TTS após a inoculação e usamos informações atualizadas dos nossos serviços de segurança para rever a autorização de emergência", afirmou Peter Marks, diretor do Centro de Avaliação e Investigação Biológica da FDA.

Segundo dados oficiais, cerca de 18 milhões de doses da Janssen foram administradas nos EUA, o que representa cerca de 7,7% dos cidadãos que se consideram totalmente vacinados no país.

A FDA, no entanto, destacou a raridade dessa condição perigosa, com 3,23 casos por cada milhão de doses da vacina administradas e nove mortes confirmadas.

Em dezembro do ano passado, as autoridades sanitárias americanas já tinham recomendado o uso das vacinas da Pfizer e da Moderna ao invés da elaborada pela Johnson & Johnson.

Os EUA, o país mais atingido pela pandemia de covid-19, com quase um milhão de mortes, tem 66% da população vacinada com o regime completo.