EFEWashington

O Governo dos Estados Unidos anunciou esta terça-feira que vai restringir a atividade de cinco meios de comunicação chineses, entre eles a agência estatal de notícias Xinhua, por "fazerem propaganda" do Partido Comunista da China, informaram funcionários do Departamento de Estado à imprensa.

A partir de agora, os EUA vão tratar esses cinco meios de comunicação como se fossem missões diplomáticas do Governo chinês, pelo que os jornalistas estarão sujeitos às mesmas restrições que os diplomatas, detalharam as fontes, que pediram o anonimato por não terem autorização para falar publicamente sobre o assunto.

Os dois funcionários americanos disseram que Washington tomou esta decisão porque o presidente chinês, Xi Jinping, "fortaleceu" o seu controlo sobre a imprensa nos últimos anos, tornando-a em "braços" do "aparelho de propaganda" do Partido Comunista da China.

Todos os cinco meios afetados são propriedade do Estado chinês. São eles a agência de notícias Xinhua; o canal de televisão CGTN; a Rádio Internacional da China; o jornal em inglês China Daily, e a empresa que o distribui, Hai Tian Development USA, também sujeita às restrições dos EUA.

Como acontece com as delegações diplomáticas de qualquer país, esses meios de comunicação terão agora de informar o Departamento de Estado sobre as propriedades que possuem nos Estados Unidos e fornecer uma lista dos nomes dos funcionários, assim como quem será demitido ou contratado.

Em novembro de 2017, Washington restringiu as atividades da televisão russa RT, obrigando-a a registar-se como agente estrangeiro para continuar a operar no país.

Em resposta, o Parlamento russo aprovou uma lei para incluir vários meios de comunicação ocidentais na sua própria lista de agentes estrangeiros, como a CNN, a Voz da América, a Radio Liberty e alemã Deutsche Welle (DW).