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O ex-presidente do Egito, Hosni Mubarak, morreu esta terça-feira aos 91 anos de idade, após passar por uma cirurgia e permanecer nos cuidados intensivos durante um mês, de acordo com informações da televisão estatal egípcia.

O canal estatal anunciou a morte de Mubarak com um breve alerta e sem oferecer mais detalhes sobre as causas, embora membros da família e o seu advogado tenham dito recentemente que o ex-ditador estava em tratamento intensivo num hospital das forças armadas.

No mês passado, Mubarak tinha sido submetido a uma cirurgia e permaneceu hospitalizado devido a um problema gastrointestinal.

Mubarak governou o Egito com mão de ferro desde que assumiu a presidência em 1981, após o assassinato do seu antecessor, Anwar Al Sadat, até ser forçado a deixar o poder a 11 de fevereiro de 2011, depois de 18 dias de protestos pelas ruas do país.

Após a revolta popular, o presidente deposto foi julgado pela morte de cerca de mil manifestantes na repressão às manifestações contra si, mas acabou por ser absolvido em 2014.

Mubarak cumpriu pena por crimes económicos e foi libertado em 2017, após cerca de seis anos de prisão, onde passou quase todo o tempo no hospital devido ao seu delicado estado de saúde.

Desde que foi libertado, Mubarak levou uma vida muito discreta, longe dos holofotes, embora a imprensa local tenha conseguido algumas imagens do ex-presidente com a sua família e, apesar da sua idade avançada, parecia saudável e sereno.

A sua última imagem em vida foi publicada pelo seu neto, Omar Alaa Mubarak, na rede social Instagram no início de fevereiro, onde apareceu deitado numa cama e com cabelos completamente grisalhos.