EFESan Francisco (EUA)

A Facebook informou esta quarta-feira ter retirado um vídeo da conta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no qual diz em entrevista ao canal de televisão Fox News que crianças são "quase imunes" ao novo coronavírus, por considerar que a declaração contém informações falsas.

"Este vídeo inclui alegações falsas de que um grupo de pessoas é imune à COVID-19, o que é uma violação das nossas políticas sobre informações prejudiciais em relação à COVID", disse Andy Stone, porta-voz da Facebook.

Trump tinha feito a declaração para justificar a sua pressão a favor da reabertura das escolas no início do próximo ano letivo nos EUA (que será nas próximas semanas) e para que os alunos frequentem as aulas pessoalmente, algo que está a ser incentivado pela Casa Branca para acelerar a recuperação económica.

A decisão da Facebook de remover uma mensagem do presidente pela primeira vez ganha destaque num contexto em que a rede social mais utilizada no mundo tem sido alvo de duras críticas de políticos e ativistas, assim como dos próprios funcionários da empresa, justamente por causa de uma suposta permissividade em relação à conta de Trump.

A direção da empresa, em particular o CEO e co-fundador, Mark Zuckerberg, defende-se reivindicando a liberdade de expressão, a notoriedade da figura do presidente e o seu desejo de não se tornarem árbitros da verdade na Internet.

Já o Twitter, rede mais utilizada por Trump, começou nos últimos meses a ocultar ou eliminar comentários do presidente regularmente, o que desencadeou a ira de políticos e eleitores conservadores, que acusam a plataforma de censura, e rendeu aplausos de setores progressistas.