EFEErbil (Iraque)

As tropas curdas e as forças iraquianas assinaram esta sexta-feira um cessar-fogo nas frentes abertas nas zonas disputadas entre o Executivo em Bagdad e Erbil, disse à Agência Efe o dirigente do partido União Patriótica do Curdistão (PUK) Gayaz al Suryi.

As forças iraquianas e curdas -conhecidas como "peshmergas"- chegaram a um acordo de cessar-fogo de 24 horas para que líderes curdos e iraquianos comecem as conversas, que serão centradas no controlo das zonas disputadas. Segundo o dirigente, as duas partes falarão sobre a entrega ao governo iraquiano do posto de fronteira Faysh Khabur, entre a Síria e o Iraque, e sobre a situação de segurança na cidade de Zummar, no oeste do Iraque, mas não detalhou quando esse encontro acontecerá.

Ainda não há reação oficial do governo iraquiano sobre o pacto.

Em entrevista ao jornal curdo "Rudaw", o porta-voz da coligação internacional -liderada pelos Estados Unidos- Ryan Dillon afirmou que as duas partes tinham chegado a um cessar-fogo. Poucos minutos depois da publicação, Dillon escreveu no seu perfil oficial no Twitter: "Incorretamente disse em entrevista hoje ao "Rudaw" que havia um cessar-fogo entre as forças iraquianas e curdas". Conforme explicou, as partes estão a conversar, mas não há um cessar-fogo oficial.

Em resposta ao referendo de independência realizado em 25 de setembro pelo Curdistão e considerado ilegal pelo Executivo em Bagdad, o governo iraquiano lançou em 16 de outubro uma operação para "impor a segurança" na província de Kirkuk -já retomada por Bagdad- e outros territórios disputados que estavam ocupados pelas tropas curdas desde 2014. Ontem a milícia Multidão Popular, que tem o apoio do Irão, anunciou o início de uma ofensiva militar contra as "peshmergas" na tripla fronteira Iraque, Síria e Turquia.

A operação tem como objetivo recuperar a cidade de Faysh Khabur, que agora está sob o controlo das tropas do presidente da região autónoma do Curdistão iraquiano, Massoud Barzani, segundo a Multidão Popular.