EFERio de Janeiro

Pelo menos 50 pessoas morreram em Minas Gerais devido às fortes chuvas que atingem o segundo estado mais populoso do Brasil desde a passada quinta-feira, uma situação que, além disso, deixou mais de 32.000 pessoas afetadas, 4.000 das quais ficaram sem teto.

De acordo com o último relatório da Defesa Civil divulgado esta terça-feira, 65 pessoas ficaram feridas pelas precipitações e duas encontram-se desaparecidas.

As tempestades na região têm causado inumeráveis danos e pelo menos 28.043 pessoas tiveram que abandonar temporariamente os seus lares devido às inundações.

Outras 4.101 pessoas não vão poder regressar às suas casas pois ficaram sem teto, segundo o relatório da entidade.

A cidade com mais mortes provocadas pelas chuvas é Belo Horizonte, a capital regional, onde foram registadas 13 das 50 vítimas letais.

As chuvas que caíram sexta-feira em Belo Horizonte atingiram um volume recorde, com 171,8 milímetros de água acumulados em 24 horas, o maior registado num dia desde que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) começou as medidas pluviométricas há 110 anos atrás.

Além de Belo Horizonte, as tempestades têm castigado os municípios que integram a sua região metropolitana, onde se registou a maioria das mortes devido a inundações, deslizamentos, transbordamento de rios, quedas de árvores e postes de eletricidade, e a queda de um edifício em construção, entre outros.

A situação provocada pelas tempestades obrigou o Governo regional de Minas Gerais a declarar a situação de emergência em 101 municípios afetados pelas chuvas, enquanto três cidades (Catas Altas, Ibirité e Orizania) declararam estado de calamidade pública.

O reconhecimento da situação de emergência ou de calamidade pública permite aos Governos regionais e ao nacional dar prioridade à atenção dos municípios mais afetados e contratar serviços ou fazer compra de materiais de urgência sem os respetivos processos de licitação.