EFEDavos (Suíça)

O bilionário George Soros anunciou esta quinta-feira a criação de uma rede mundial de universidades, para a qual vai doar 1.000 milhão de dólares, que terá como missão travar o autoritarismo, promovendo valores liberais e pensamento crítico.

A rede foi batizada como Open Society University Network (Osun) e será constituída a partir da Universidade Centro-Europeia, fundada pelo próprio Soros em Budapeste há 30 anos e que foi obrigada a se mudar para Viena, na Áustria, por pressões do Governo nacionalista de Victor Orbán na Hungria.

"Considero que a Osun é o projeto mais importante e duradouro da minha vida. Gostaria de vê-la implementada enquanto estou presente", disse Soros, de 89 anos, durante um jantar com um grupo de meios de comunicação que cobrem o Fórum Económico Mundial de Davos.

A rede de universidades irá reunir ensino e investigação em instituições de educação superior em todo o planeta, oferecendo cursos em rede e programas conjuntos de graduação. Além disso, a Osun reunirá estudantes e professores de diferentes países em debates presenciais e virtuais.

"O objetivo é chegar aos estudantes que mais precisam e fomentar valores de uma sociedade aberta, como a liberdade de expressão e a diversidade de crença", afirmou o grupo de Soros em comunicado.

O bilionário considera que o mundo precisa de uma estratégia de longo prazo caso sobreviva a desafios mais urgentes, como a crise climática e o estado de descontentamento que se estende por vários países.

"A nossa melhor esperança é o acesso a uma educação de qualidade, especificamente uma educação que reforce a autonomia do indivíduo ao cultivar o pensamento crítico e enfatizar a liberdade académica", disse.

Soros disse ver a atual situação mundial como bastante sombria, mas ressaltou que cair em desespero é um erro.