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O Governo britânico está a considerar antecipar a vacinação com uma dose de reforço contra a covid-19 para os de mais de 50 anos e vulneráveis devido ao aumento das taxas de infeção, relata esta sexta-feira o jornal The Daily Telegraph.

O Governo de Boris Johnson estabeleceu um plano em Inglaterra para vacinar com uma terceira dose, da Pfizer ou Moderna, seis meses depois da segunda, mas o jornal revela que as autoridades estão a contemplar reduzir a espera para cinco meses.

Segundo os últimos números oficiais, o Reino Unido registou na quinta 52.009 novos contágios e mais 115 mortes. Esta é a primeira vez que o país ultrapassa a marca das 50.000 infeções desde julho.

De acordo com o jornal, a ideia de fornecer a vacina de reforço cinco meses depois da segunda dose é aparentemente bem vista pelo Comité Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI), que presta assessoria ao Governo sobre a pandemia.

Se a medida for bem sucedida, os maiores de 65 anos serão vacinados no início de novembro ao invés do início de dezembro, e todos os maiores de 70 anos seriam já imunizados, e não em meados de novembro.

A secretária de Estado de Assistência, Gillian Keegan, disse à Sky esta sexta-feira que a antecipação da terceira dose depende do conselho do JCVI, que atualmente recomenda seis meses.

"Claro, estão continuamente a olhar para os dados e são os únicos que podem realmente responder à pergunta (sobre a vacina de reforço)", disse.

O trabalho do Governo, acrescentou Keegan, é preparar-se para o que for decidido, mas "neste momento são seis meses".

Boris Johnson recusa-se de momento a implementar o chamado Plano B, o plano de contingência, que reintroduziria o uso obrigatório de máscaras em determinados locais e a recomendação de trabalhar a partir de casa.