EFEParis

O Governo do presidente francês, Emmanuel Macron, que perdeu a maioria absoluta nas eleições de domingo, está à procura de apoio de outros grupos políticos para a nova legislatura, mas exclui a União Nacional (RN) de Marine Le Pen e A França Insubmissa (LFI) de Jean-Luc Mélenchon.

O objetivo é "identificar uma maioria para poder avançar, reformar e transformar o nosso país", disse esta quarta-feira o ministro de Relações com o Parlamento, Olivier Véran, numa entrevista à emissora France Info.

Véran explicou que "todas as opções estão em cima da mesa", tais como ampliar a maioria relativa que Macron terá na nova Assembleia Nacional, que será de 245 deputados dos 577.

Mas Verán ressaltou que essa ampliação não contará com o voto dos deputados da RN nem com o dos de LFI, partidos descartados para "trabalhar de forma concreta para construir uma maioria".

"Nem a extrema-esquerda nem a extrema-direita. Movemo-nos no arco republicano. Defendemos esses valores durante a campanha", indicou o novo responsável pelas Relações com o Parlamento, que até maio era ministro da Saúde no anterior Governo.

Macron continua esta quarta-feira os encontros com os chefes dos partidos políticos, e nesta manhã recebeu o responsável pelos ecologistas, Julien Bayou, que descartou fazer parte de uma coligação com a maioria presidencial porque "não há confiança neste Governo".

Bayou disse que, "para cada texto, iremos votar em função da ideia que temos do interesse do país", e contou que Macron lhe perguntou qual seria a sua atitude se houvesse uma moção de censura, ao qual respondeu que os Verdes estão "na oposição".

A moção de censura é uma eventualidade proposta por vários responsáveis do LFI, que se apresentaram às eleições legislativas numa coligação (NUPES) na qual estavam também os ecologistas, o Partido Comunista Francês (PCF) e o Partido Socialista (PS).