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O ministro do Interior do Chile, Andrés Chadwick, afirmou este domingo que o país enfrenta uma escalada de "violência organizada" para prejudicar a convivência da população com distúrbios que até ao momento deixaram pelo menos sete mortos e mais de 150 detidos.

"Não nos vamos enganar, estamos perante uma escalada real, sem dúvida organizada, para causar sérios danos ao nosso país e à vida de todos os cidadãos", disse Chadwick à imprensa.

O ministro afirmou que 10,5 mil militares e agentes da polícia foram destacados em todo o país para tentar salvaguardar a ordem pública e disse que, se necessário, esse número será aumentado.

Chadwick lembrou que o Governo estendeu o estado de emergência, cedendo o controlo da ordem pública às Forças Armadas em todos os municípios da Região Metropolitana e cidades de Antofagasta (norte) e Valdívia (sul).

Além disso, estão em andamento decretos para declarar estado de emergência em toda a região de Valparaíso e nas cidades de Talca, Chillán, Temuco e Punta Arenas, todas no centro e no sul do Chile.

O ministro do Interior fez um balanço deste domingo e disse que se registaram mais de 70 "eventos graves de violência", entre os quais mais de 40 saques a supermercados, lojas e outros estabelecimentos.

Chadwick estimou o número de mortos em sete, embora possa ser mais, já que três mortos foram confirmados pela manhã e horas mais tarde bombeiros informaram sobre cinco corpos encontrados após um incêndio numa loja na comuna de Renca, em Santiago. Além disso, segundo o ministro, foram realizadas 152 detenções.

Os protestos pelo aumento do preço dos bilhetes do metro de Santiago, no começo da semana passada, levaram a uma onda de violência e vandalismo em diferentes partes do Chile.

A magnitude dos distúrbios levou as autoridades a decretar o toque de recolher noturno na Região Metropolitana, Valparaíso, província de Concepción e nas cidades de La Serena, Coquimbo e Valdívia.