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O Governo espanhol, através de Conselho de Ministros, solicitou esta terça-feira ao Congresso a extensão por seis meses do estado de emergência, mas anulou os artigos relativos ao recolher obrigatório, colocando a decisão sobre esta medida nas mãos dos governos regionais.

Esta decisão foi avançada em conferência de imprensa pela porta-voz do Governo e ministra das Finanças, María Jesús Montero.

No decreto do estado de emergência apresentado no domingo, o Governo de Pedro Sánchez impunha a obrigatoriedade de um recolher obrigatório entre as 23h00 e as 06h00 a todas as comunidades autónomas do país, à exceção das Canárias, dando-lhes margem para mover o limite em uma hora.

Esta medida é obrigatória durante os quinze dias de duração do decreto de domingo, mas a partir do próximo dia 9 a medida será decidida pelos presidentes autónomos.

O que o Governo pretende, segundo a porta-voz, "é dar um apoio constitucional" às medidas que são aplicadas pelas regiões, "sempre em função de dados epidemiológicos", e ultrapassar a segunda vaga da pandemia de coronavírus.

A ministra espanhola reconheceu o cansaço da população, mas considerou "imprescindível" que cumpram com as recomendações estabelecidas pelas autoridades de saúde.