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O ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, pediu esta quinta-feira às autoridades da região de Madrid a fazer "o que está em falta" para controlar a expansão da pandemia de coronavírus no território, mas descartou por enquanto decretar estado de emergência.

"Há que fazer o que está em falta para controlar a situação em Madrid. Há que tomar as medidas que façam falta para estar num cenário de controlo da pandemia", afirmou o ministro numa entrevista à Rádio Nacional de Espanha (RNE).

A Comunidade de Madrid acumula um terço dos novos contágios, e ontem sofreu um aumento nas últimas 24 horas, com uma subida de 64%, com o consequente aumento da pressão hospitalar, uma vez que a região tem 22% das camas hospitalares com doentes de covid, frente ao 8,5% da média nacional.

Perante estes números, o Governo regional de Madrid vai tomar medidas "mais drásticas" para impedir o avanço do coronavírus "na linha de confinamentos seletivos" nas zonas com maior incidência, bem como restrições à mobilidade e concentração de pessoas, anunciou ontem um dos responsáveis de Saúde Pública e Plano COVID-19 da Comunidade de Madrid, Antonio Zapatero.

Illa espera que a Comunidade de Madrid anuncie esta quinta-feira estas medidas específicas, que não quis avançar, embora não tenha descartado nenhuma, apontando que "há que fazer as apropriadas e necessárias para controlar a situação".

Questionado sobre a possibilidade de decretar um estado de emergência para esta comunidade, Illa acredita que "há um caminho antes de se chegar aí", embora seja uma medida prevista que pode ser adotada "se fizer falta", disse.

As competências em termos de Saúde em Espanha correspondem aos governos regionais, e o Executivo espanhol coordena e apoia as medidas que as comunidades tomarem.

Até agora, apesar do aumento de casos nas últimas semanas, especialmente na parte sul da capital e na região, o Governo regional tem estado relutante em tomar medidas mais restritivas, como tem acontecido nas últimas semanas em vários locais de outras regiões espanholas.