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O Governo espanhol vai pedir esta terça-feira a última extensão do estado de alarme, que começou em meados de março e que lhe permite controlar a mobilidade dos cidadãos, no melhor momento da pandemia de coronavírus, sem mortes registadas nas últimas 24 horas, segundo os dados oficiais.

No entanto, é necessário a autorização do Congresso, que irá previsivelmente concedê-la esta quarta-feira, já o Governo tem garantidos os apoios suficientes, após ter negociado o "sim" dos nacionalistas bascos (PNV) e do Ciudadanos (liberais) e a abstenção dos independentistas republicanos catalães (ERC).

Com estes acordos, o Executivo melhora a sua posição face às dificuldades vividas na extensão anterior de há quinze dias, em plena tensão política. O Partido Popular (PP), de direita, e o Vox, de extrema-direita, ficam no "não".

Esta extensão, a sexta desde que o Executivo aprovou o confinamento no passado 14 de março, vai ser a última -já que a pandemia está a regredir- e irá prolongar-se desde 8 a 21 de junho.

Segundo os últimos dados oficiais do Ministério da Saúde, Espanha não registou qualquer falecido por coronavírus nas últimas 24 horas, e pelo segundo dia consecutivo, esta segunda, registou menos de cem novos casos confirmados.

Ao todo, a COVID-19 causou em Espanha 27.127 mortes desde o início da pandemia, com 239.638 contágios.