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O presidente do Governo italiano, Giuseppe Conte, que se encontra em Veneza desde quarta-feira depois da grave inundação sofrida pela cidade, anunciou que será aprovado no Conselho de ministros de hoje o estado de emergência e as primeiras ajudas para residentes e atividades comerciais.

Conte também adiantou que se vai convocar no próximo 26 de novembro um comité interministerial, com a presença das autoridades locais, para "discutir os problemas estruturais de Veneza", que, como o primeiro-ministro italiano recordou, não se devem apenas ao nível alto da água mas também à passagem dos grandes cruzeiros.

O primeiro-ministro de Itália explicou que já se estudou uma primeira fase de ajudas, nas quais se vai destinar cerca de 5.000 euros aos residentes e aproximadamente 20.000 euros a quem tem atividades comerciais na cidade.

Já "quem tenha sofrido danos mais consistentes", a sua situação "vai-se analisar com calma e vão-se realizar-se análises técnicas para poderem ser indemnizados".

Conte confirmou que se vai comunicar em breve o nome do comissário para a finalização do Mose, a gigantesca obra de engenharia para a chegada da água alta a Veneza, construção atrasada e rodeada de polémicas e episódios de corrupção.

Veneza sofreu esta quarta-feira a inundação mais grave desde 1966, com 80% da cidade afetada devido à subida da maré até aos 187 centímetros.

As marés mantiveram-se em níveis baixo na noite passada, mas voltaram a subir esta manhã, atingindo os 120 centímetros, pelo que lugares emblemáticos como a Praça de San Marcos voltaram a ficar inundados.