EFEIstambul

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, negou nesta sexta-feira que as suas tropas continuem a atacar as milícias curdas no norte da Síria e rejeitou a acusação que o seu país esteja a violar o cessar-fogo acordado ontem após pressão dos Estados Unidos.

"Não há combates. Isso é tudo desinformação. Não prestem atenção. Vamos reforçar os passos que tomamos até agora", disse Erdogan à imprensa local.

As forças curdas denunciaram esta sexta que o Exército turco continuou a bombardear a cidade de Ras al Ayn, mesmo com o cessar-fogo, prevendo a retirada das milícias curdo-sírias da fronteira com a Turquia.

Jornalistas locais presentes na região da fronteira confirmaram à Efe que a partir da cidade turca de Ceylanpinar, localizada do outro lado de Ras al Ayn, pode-se ver uma coluna de fumo e ouvir tiros de artilharia.

A trégua prevê que as milícias curdo-sírias das Unidades de Proteção do Povo Sírio (YPG) se retirem do nordeste da Síria num prazo de 120 horas.

As YPG deveriam retirar-se do que a Turquia denomina de "zona de segurança", uma faixa na fronteira de 30 quilómetros que o governo de Erdogan diz estar sob controlo.

"As 120 horas começam agora. As YPG deixarão a região que determinamos como 'zona de segurança'", declarou Erdogan, referindo-se aos cinco dias que as milícias têm para abandonar a área.

"As nossas tropas não vão deixar a área por enquanto. Vamos ficar para ver se esta organização terrorista (referindo-se à YPG) está a sair da área ou não", afirmou.

Erdogan disse estar em "contato constante" com as autoridades americanas, e lembrou que no próximo dia 22 vai-se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, para discutir a situação na Síria.