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Juan José Márquez, tio do líder da oposição venezuelana Juan Guaidó, desapareceu na terça-feira pouco depois de desembarcar em Caracas com o sobrinho e após ser intercetado pelas autoridades alfandegárias, denunciou a equipa do político.

"Denunciamos o desaparecimento de Juan José Márquez, tio do presidente (encarregado) Juan Guaidó, que acompanhava o presidente no avião no momento da chegada à Venezuela", informou no Twitter o Centro Nacional de Comunicação (CNC) de Guaidó.

Além disso, também culparam o presidente Nicolás Maduro e o diretor de segurança do Aeroporto Internacional Maiquetía, Franco Quintero, "pela sua integridade física".

"Exigimos a sua libertação", continua a mensagem da equipa de Guaidó, que mais de 50 países reconhecem como presidente interino da Venezuela.

A equipa explicou que Márquez acompanhava Guaidó no seu retorno à Venezuela depois de uma viagem internacional de 23 dias.

"Depois da passar pela imigração normalmente, e estando prestes a partir, Márquez foi chamado para uma suposta revisão do Seniat (Serviço Nacional Integrado de Administração Aduaneira e Tributária)", acrescentaram as informações.

Depois de passar pelos controlos de imigração, Guaidó foi à porta de desembarque do aeroporto de Maiquetía, que serve Caracas, onde cerca de 200 apoiantes do Chavismo o esperavam e o insultaram até chegar ao seu veículo e deixar o local.

"Aproveitando o caos no aeroporto causado pela violência da ditadura, eles seguraram o senhor Márquez", acrescentou a mensagem do CNC no Twitter.

Finalmente, explicaram que vários "membros da família relataram que ele os contatou" e disseram que os funcionários do Seniat "exigiam apenas que ele assinasse alguns papéis para poder sair".

"A partir desse momento, nunca mais se ouviu falar dele. Denunciamos o desaparecimento forçado e exigimos a sua libertação", concluíram.