EFEBudapeste

O Governo húngaro iniciou hoje uma campanha publicitária na imprensa escrita contra a decisão do Parlamento Europeu (PE) de pedir sanções à Hungria por violar os valores europeus.

"Não cedemos perante a chantagem"e "Protejamos a Hungria" são as duas mensagens que transmite o anúncio, no qual se assegura que "o Parlamento Europeu quer calar" a Hungria pelas suas políticas contra a imigração.

Essa mensagem aparece acompanhada por fotos da eurodeputada Judith Sargentini, autora de um relatório que propiciou a decisão do PE; o líder do grupo liberal no organismo, Guy Verhofstadt, e o magnata americano de origem húngara George Soros.

Os três foram assinalados como inimigos políticos pelo primeiro-ministro húngaro, o ultranacionalista Viktor Orbán.

O relatório de Sargentini acusava o Governo húngaro de violar os valores da UE em temas como a independência judicial, a corrupção, os direitos das minorias, o funcionamento do sistema constitucional e eleitoral, a liberdade religiosa e também o tratamento dos refugiados.

Este documento foi a base usada pelo PE para recomendar sanções à Hungria.

Segundo o Governo húngaro, no PE há uma maioria de políticos, como Verhofstdt e Sargentini, que apoiam a imigração, cumprindo com o suposto plano de Soros de trazer ao continente milhões de refugiados.

Nas últimas semanas vários políticos governamentais denunciaram que o relatório de Sargentini tem motivações políticas e que é "uma coleção de mentiras" que "não considera os fatos e a realidade".

"Quero expressar a minha solidariedade com a senhora Sargentini, que está a ser alvo de uma campanha de ódio", disse ontem o presidente do PE, Antonio Tajani.