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Os contágios de coronavírus voltaram a subir na Europa depois de dez semanas a descer, informou esta sexta-feira o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças (ECDC, siglas em inglês).

A incidência a 14 dias, com dados recolhidos até 12 de junho, ficou em 400,1 por 100.000 habitantes, mais 8,4%, com tendência crescente em 14 países da União Europeia e do Espaço Económico Europeu (UE/EEE), e a dos maiores de 65 anos está em 398,3, mais 2%.

"Continua a ser importante continuar a monitorizar a severidade e a carga da doença, especialmente nos grupos de maior idade", constata o ECDC, que destaca porém a tendência decrescente de mortalidade em quase todos os países, situada em 7,1 por 1 milhão de habitantes.

Dos 28 países com dados sobre ocupação ou admissão nos cuidados intensivos, dez informaram de uma tendência crescente em alguns desses indicadores.

Para as próximas duas semanas, as previsões apontam a uma subida nos casos, tendências estáveis em internamentos e decrescentes em falecimentos, mas o ECDC avisa que as mudanças nos critérios de testagem e nos procedimentos de notificação convidam à "prudência" nos prognósticos.

Quanto ao predomínio de subvariantes da Ómicron, 53,2% dos casos correspondem à BA.2, 19,6% à BA.5, 18,7% à BA.2 L452X e 5% à BA.4, de acordo com a análise de dados de países com um adequado volume de sequenciação.

83,3% dos maiores de 18 anos receberam as duas doses da vacina, percentagem que baixa a 72,6% no total da população, enquanto a de reforço foi sido administrada a 62,9% dos adultos e 52,1% do total.