EFEWashington

O serviço de Inteligência dos Estados Unidos acredita que o Irão está por trás dos ataques às refinarias da Arábia Saudita ocorridos no último sábado, de acordo com publicações de meios de comunicação americanos, que citam funcionários não identificados.

O Irão lançou quase uma dúzia de mísseis de cruzeiro e mais de 20 drones do seu território no ataque, disse um alto funcionário do Governo Trump à ABC News.

"Foi o Irão. Os houthis estão a reivindicar crédito de algo que não fizeram", disse esse mesmo funcionário sobre os rebeldes iemenitas que assumiram a responsabilidade pelos ataques.

O Governo publicou fotografias de satélite, informou o jornal New York Times, mostrando o que as autoridades disseram ter pelo menos 17 pontos de impacto em várias instalações sauditas por ataques que dizem vir do norte ou noroeste.

Segundo o jornal, "isso seria compatível com um ataque do norte do Golfo Pérsico, Irão ou Iraque, e não do Iémen, onde opera a milícia Houthi, apoiada pelo Irão, que reivindicou a responsabilidade pelos ataques".

Um funcionário citado pelo jornal nova-iorquino também disse que "uma combinação" de drones e mísseis de cruzeiro "poderá ter sido usada", o que "indicaria um grau de escopo, precisão e sofisticação que vão além da capacidade dos rebeldes houthis sozinhos".

A imprensa americana sugere que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já conhecia as informações da Inteligência quando, no domingo, disse nas redes sociais que o seu país está "carregado e pronto" para responder ao ataque e que, embora acredita saber quem é o "culpado", está a aguardar a resposta de Riad para saber como proceder.

Segundo a ABC News, o alto funcionário disse que o presidente tem plena consciência de que o Irão é responsável, mas quer que os sauditas reconheçam se querem a ajuda americana.