EFEJerusalém

O Ministério da Saúde israelita informou hoje que foram registados 2.001 novos casos de coronavírus em 24 horas, número que as autoridades consideraram como limite para voltar ao encerramento total.

Espera-se que Ronni Gamzu, o novo coordenador nacional para a pandemia, apresente hoje o seu plano para deter a propagação nesta forte segunda vaga, que pelo momento não se conseguiu conter apesar de boa parte da população estar a respeitar as normas de distanciamento social, principalmente o uso de máscaras.

Segundo a imprensa local, a intenção de Gamzu será evitar a todo o custo a imposição de um novo confinamento total, algo que parecia iminente nas últimas semanas e que o próprio ministro da Saúde, Yuli Edelstein, considerou "inevitável" caso se passasse dos dois mil contágios diários.

Os positivos contabilizados hoje elevam o número total de infetados a 64.649 desde a deteção do primeiro caso no país, no final de fevereiro. Cerca de metade estão atualmente ativos, 321 deles em estado grave, 97 com respiradores, e os falecidos ascendem já a 480.

Atualmente existem poucas restrições ativas em Israel, onde não há limitações ao movimento e a grande maioria do comércio está aberto, embora haja um fecho parcial durante os fins de semana, os bares que não servem comida estão fechados e há limites de capacidade para restaurantes e outros lugares semelhantes. O país continua fechado à chegada de estrangeiros e turistas e impõe aos nacionais que chegam de fora uma quarentena de 14 dias.

As últimas semanas foram marcadas por uma forte polémica entre o Executivo e o comité parlamentar formado para supervisionar a resposta à pandemia, que anulou várias medidas anunciadas pelo Governo, incluindo o fecho de restaurantes e de ginásios.

Nas ruas vão gradualmente crescendo os protestos contra o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a quem os manifestantes acusam de ter gerido a pandemia e a crise económica resultante de maneira irresponsável, além de pedir a sua demissão pelas acusações de corrupção contra si.