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O Governo italiano está a estudar a possibilidade de obrigar os professores a se vacinarem para o regresso às aulas, uma hipótese que o ministro da Educação, Patrizio Bianchi, analisa esta terça-feira com os sindicatos.

O ministro publicou nas redes sociais uma mensagem na qual assegurou estar a trabalhar "para preparar o regresso presencial e em segurança em setembro" às escolas, salientando que a vacinação "é a chave para voltar à normalidade".

"Vamos estudar nas próximas horas qual será o instrumento mais eficaz para o regresso de todos à escola de forma presencial, segura e sem aulas online. Nenhuma hipótese está excluída", disse por sua parte o ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza.

Por sua vez, o antigo primeiro-ministro Giuseppe Conte também defendeu "fazer todo o possível para permitir aulas presenciais", alegando que o ensino à distância "durou demasiado tempo".

A possibilidade de exigir certificados de vacinação nas escolas não agradou ao político de extrema-direita Matteo Salvini, da Liga, que reconheceu que "a vacina salva vidas" mas rejeitou "obrigar crianças de 12 e 13 anos à vacinação".

"Certificado de vacinação para entrar nas escolas secundárias? Não brinquemos, mas temos que continuar a vacinar pessoas mais velhas e frágeis", sublinhou.

A pouco mais de um mês do início do novo ano letivo, o Governo italiano tem como objetivo evitar o ensino à distância e prevê definir a sua estratégia nas próximas semanas.