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O Governo de Itália formalizou o prolongamento do estado de emergência até 15 de outubro para gerir a pandemia de coronavírus depois da obtenção do apoio do Parlamento, embora com oposição da direita.

O Conselho de Ministros aprovou na noite de quarta-feira a extensão do estado de alarme, decretado a 31 de janeiro, quando teve início a crise sanitária, e que terminaria esta sexta.

Para essa extensão, a coligação governamental, entre o Movimento 5 Estrelas, o Partido Democrata (centro-esquerda) e outras forças progressistas, consultou o Parlamento, o Senado e a Câmara dos Deputados, e conseguiu o apoio.

No entanto, enfrentou a oposição da aliança de partidos de direita: a Liga, Irmãos de Itália e o conservador Forza Italia.

A oposição considera que, no momento, não há nenhuma emergência em andamento, devido à queda de infeções, e também vê com suspeita a proposta de gerir a situação por decreto.

O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, defendeu no Parlamento que, com o estado de emergência, o governo estaria preparado para responder de maneira mais rápida e eficaz a possíveis surtos e que, se permitido expirar, as regras aprovadas nesses meses iriam cair.

A curva epidemiológica de Itália está atualmente no mínimo desde o início da crise, em fevereiro, com a deteção das primeiras infeções locais. Nas últimas semanas foi registado uma média de 200 contágios diários.

Foram confirmados até ao momento 246.700 casos e 35.129 mortes por COVID-19 no país, de acordo com os dados mais recentes da Proteção Civil e do Ministério da Saúde italiano.

No entanto, as autoridades alertam que o vírus ainda está em circulação, pedindo à população para não baixar a guarda e respeitar as medidas de segurança.