EFETóquio

O Japão confirmou esta quinta-feira (data local) a primeira infecção no país pelo que seria novo tipo de coronavírus, similar ao que provoca a Síndrome Aguda Respiratória Grave (SARS), e que foi descoberto na China, onde já foram registados mais de 40 casos da doença e uma morte.

O paciente infetado é um cidadão chinês, de cerca de 30 anos, morador da província de Kanagawa, que fica ao sul de Tóquio. Segundo o Ministério da Saúde do Japão, ele visitou no início do ano a cidade chinesa de Wuhan, origem do surto.

O homem foi ao hospital no primeiro dia em que chegou ao Japão, no último dia 6, três dias depois de ter começado a sentir febre. Ontem recebeu alta dos médicos responsáveis pelo caso depois dos sintomas terem regredido.

Os exames realizados pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão deram positivo para um novo tipo de coronavírus na noite desta quarta-feira.

Questionado por agentes de saúde do Japão, o chinês disse que não visitou o mercado de peixes e mariscos de Wuhan, local que será a origem do surto para as autoridades da China. No entanto, pode ter entrado em contato com alguns dos cidadãos infetados.

As autoridades de Wuhan disseram ontem que não descartam a possibilidade de contágio entre humanos. A hipótese passou a ser considerada depois de descoberta do caso de um homem, que trabalha no referido mercado, que passou a doença par a sua esposa, que negou ter ido ao local.

Vários países da região estão em alerta depois de um caso suspeito ter sido detetado na Tailândia, o primeiro fora da China.

"Vamos realizar os estudos epidemiológicos preventivos e colaborar com as entidades pertinentes, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), para fazer uma avaliação dos riscos", afirmou o Ministério da Saúde do Japão em comunicado.

O Japão pediu que os cidadãos do país tomem mais cuidado com a sua higiene pessoal e que procurem os hospitais do país o quanto antes caso apresentem os sintomas depois de viajarem à região central da China.

Os sintomas descritos para o coronavírus descoberto em Wuhan até ao momento são febre e fadiga, que vem acompanhada de tosse seca e, em muitos casos, dificuldade em respirar.