EFELondres

Uma juíza do Reino Unido determinou nesta sexta-feira que o ativista australiano Julian Assange vai seguir na prisão até fevereiro, quando irá acontecer o julgamento para decidir sobre a extradição para os Estados Unidos.

O fundador do site "WikiLeaks" deveria deixar o HM Prison Belmarsh, penitenciária localizada em Thamesmead, localizada a oeste de Londres, a 22 de setembro, após cumprir sentença por ter violado as condições da liberdade condicional no Reino Unido em 2012.

Em audiência na Corte de Magistrados de Westminster, a juíza Vanessa Baraitser decidiu que Assange vai seguir preso, devido ao histórico de fugas.

"Do meu ponto de vista, há motivos substanciais para acreditar que, se o libertar, ele voltará a fugir", disse a magistrada.

Assange participou na audiência por videoconferência e foi questionado sobre se entendia a situação em que se encontra no Reino Unido.

"A verdade é que não, mas tenho certeza de que os advogados vão explicar-ma", respondeu.

Em fevereiro, está previsto o julgamento que irá determinar se Assange será extraditado para os Estados Unidos, onde o ativista responde acusações que podem resultar em condenação de até 170 anos de prisão.

O fundador do "WikiLeaks" foi detido pela polícia britânica em abril deste ano, na embaixada do Equador em Londres, onde se refugiu por cerca de sete anos.

O governo americano responsabiliza-o pela divulgação de milhares de documentos secretos e acusa-o de conspiração, entre outros crimes.

Em junho de 2012, Assange teria que se apresentar à justiça do Reino Unido, para responder por supostos crimes sexuais de que era acusado na Suécia. Apesar da retirada do pedido de extradição pelo país nórdico, os britânicos mantiveram a ordem de captura, pela ausência na audiência.