EFEBruxelas

O presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, falou esta quarta-feira à imprensa para prestar homenagem ao falecido jornalista francês Pierre Bocev, com o qual tinha grande proximidade, e aproveitou para refletir sobre a comunicação política na era da rede social Twitter.

"Perguntei-me como prestar-lhe homenagem. Podia fazer um tweet, a forma moderna de comunicar se não queres dizer nada. Então disse a mim próprio que não havia melhor lugar que esta sala de imprensa para homenagear alguém que a animou em várias ocasiões", disse Juncker a propósito do correspondente em Bruxelas do "Le Figaro" entre 1994 e 2004.

Juncker, emocionado na despedida, descreveu Bocev como "um homem profundamente bom" com uma imensa cultura que o acompanhou praticamente durante toda a sua carreira política no seu período em Bruxelas.

O veterano jornalista, que passou 20 anos em Bruxelas após ter coberto a queda da URSS desde Moscovo e antes de partir para trabalhar como correspondente na Alemanha, faleceu na segunda-feira passada em Baar (Suíça).

"Queria fazê-lo na sala de imprensa porque os tweets são para os restantes", afirmou Juncker, que publicou 1.831 mensagens na rede social de microcomentários, onde conta com 736.600 seguidores.

Em 2014, durante a sua campanha para a presidência da Comissão Europeia, Juncker tinha deixado claro a sua relação com o Twitter, em particular, e com as novas tecnologias da comunicação, em geral, num vídeo eleitoral.

"Quero liderar a Europa numa era de crescimento que não esteja baseada na dívida. E a chave para isso é a economia digital", dizia Juncker, sentado numa carteira de madeira e a escrever uma carta com uma pluma antes de entregar o papel a um assistente, dizendo-lhe: "Pronto para tweetar".

O político luxemburguês, agora de 64 anos, explicava depois que não é preciso ser um tecnólogo para compreender a importância das novas tecnologias.

"Não precisas de ser um apaixonado da tecnologia para acreditar nela", assinalava.