EFETeerão

O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, insistiu hoje que o poder militar do seu país "não é negociável" porque serve à soberania nacional e à luta contra as potências que pretendem dominar a região.

"Declaramos previamente e uma vez mais declaramos que as capacidades defensivas do país não são negociáveis e não se podem trocar", disse num discurso perante cadetes em Teerão, publicado pela sua página oficial.

Khamenei criticou que alguns países perguntem pelas instalações militares do Irão e a sua produção armamentística: "Não negociaremos com o inimigo em assuntos que nos proporcionam soberania nacional", asseverou.

O líder iraniano também denunciou que o Irão "foi uma vez submisso aos americanos, sionistas (israelitas) e ingleses", o que arrastou o país -acrescentou- à "repressão" por parte desses governantes "cruéis, fracos e submissos", em alusão à época do sha.

"A República Islâmica glorificou e dignificou o Irão. Hoje a nossa luta com os poderes arrogantes é contra o seu desejo de dominar a nossa região", sublinhou.

Por isso, na sua opinião, a capacidade defensiva do Irão é vista pelos inimigos do país como "um elemento intrusivo" que é necessário combater.

O presidente americano, Donald Trump, autorizou no passado 13 de outubro o Departamento do Tesouro a sancionar aos Guardiães da Revolução do Irão por financiar atividades terroristas no estrangeiro, em referência ao seu apoio ao regime sírio de Bashar al Assad e ao grupo xiita libanês Hezbollah.

Além disso, advogou por fazer frente ao programa de mísseis de Teerão, entre outras medidas, para corrigir os "defeitos" que considera que tem o acordo nuclear assinado em julho de 2015 entre o Irão e o Grupo 5+1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha).

Desde que Trump chegou à Presidência, os EUA impuseram várias rondas de sanções a entidades e indivíduos vinculados com os programas armamentísticos do Irão.