EFEMoscovo

O Kremlin avisou esta segunda-feira contra a militarização da Europa, ao considerar que essa política "não contribui à segurança e à estabilidade" do continente, disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov.

"A militarização (da Europa) e os futuros fornecimentos de armas à Ucrânia não contribuem ao reforço da segurança e da estabilidade do continente europeu", disse Peskov na sua conferência de imprensa diária.

O representante do Kremlin respondia assim a uma pergunta acerca de umas declarações do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, relativamente à necessidade de reforçar a segurança europeia tendo em conta a política agressiva da Rússia.

Segundo Peskov, Borrell já se pronunciou no passado a favor de métodos militares para a solução de problemas, pelo que as novas declarações estão dentro dessa linha.

"No geral, sabemos que o senhor Borrell não é um apologista dos métodos diplomáticos de solução de problemas, apesar do cargo que ocupa", indicou Peskov.

Borrell disse na semana passada que a Europa, se quiser fortalecer a sua união, deve desenvolver os exércitos nacionais "de uma forma coordenada".

Um estudo aprovado na semana passada pela Comissão Europeia destacou que a entrega "massiva" de armas à Ucrânia dizimou o seu stock na Europa, o que demonstra que "não está preparada" para se defender numa "guerra convencional", um fenómeno que regressou ao continente.

O primeiro objetivo da União Europeia, assinala, deve ser "reforçar as reservas armamentísticas", como sistemas de defesa aérea e antimísseis, e "substituir" o armamento soviético dos países do leste da Europa que pertenceram à URSS.