EFEParis

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, assegurou esta segunda-feira que o ex-conselheiro de Donald Trump Steve Bannon "não tem nenhum papel" na campanha do seu partido, o União Nacional (RN, sigla em francês) para as eleições europeias do próximo domingo.

"Não tem nada a ver com a campanha", repetiu Le Pen numa entrevista com a emissora de rádio "France Info", indignando-se que a imprensa esteja a divulgar essas suposições.

Além disso, denunciou como "vergonhoso" que o Governo do presidente Emmanuel Macron "ponha toda a sua energia em propagar calúnias" a esse respeito.

A presidente do RN, cujo partido figura no topo nas últimas sondagens relativamente às eleições de dia 26 à frente do partido de Macron, A República em Marcha (LREM), afirmou que há três razões pelas quais se aproximou de Bannon.

A primeira é "porque é um conselheiro político extremamente interessante" e as outras duas porque como analista financeiro tentaram ver se através dele algum banco europeu queria financiar o RN -algo que reconheceu que não conseguiu- e pela sua experiência nos Estados Unidos para conseguir fundos por outros meios.

Le Pen ressaltou que não se reuniu recentemente com Bannon, e que a última vez foi há três meses.

Bannon, que se encontra em Paris há dias e esteve a dar entrevistas à imprensa nas quais reitera o seu apoio à líder da extrema-direita, afirmou esta segunda-feira no canal "BFMTV" que se encontra na cidade "como observador".

Estes últimos dias também indicou que está em França como "conselheiro informal" de Le Pen para as europeias porque França é "de longe" o país mais importante nestas eleições.

A presidente do RN voltou a justificar, por outro lado, a sua posição de não deixar o euro -contra o que defendia durante a campanha para as presidenciais de 2017-, mas modificando em profundidade a sua gestão.

"Os franceses não querem sair, pelo menos por enquanto", pelo que o seu partido propõe "retirar os inconvenientes maiores", e em particular modificar a ação do Banco Central Europeu (BCE), ao qual reprova porque "agora não luta nem contra o desemprego nem pelo crescimento na Europa".