EFELos Angeles (EUA)

Cristina García, legisladora democrata da Assembleia da Califórnia que alcançou notoriedade nos últimos meses pelo seu ativismo a favor do movimento contra as agressões sexuais "Me Too" (Eu também), foi acusada na quinta-feira de assédio por dois homens, informou hoje a publicação Politico.

Daniel Fierro, que trabalhava na escritório do congressista Ian Calderon, disse que García, que parecia estar sob o efeito do álcool, manuseou-lhe as costas e o traseiro e tocou-lhe na entreperna durante um jogo de softbol em 2014.

Além disso, um lobbyista, que falou sob condição de anonimato, afirmou que García fez-lhe uma proposição sexual explícita e tentou tocar-lhe nos genitais durante um evento de arrecadação de fundos em 2017.

Em comunicado remitido aos Los Angeles Times, García confirmou que assistiu a esse jogo de softbol em 2014 mas acrescentou que não se recorda de se ter comportado "de maneira inadequada", algo que, segundo disse, vai contra os seus valores.

"Cada denúncia sobre assédio sexual deveria ser levada a sério, e eu participarei a fundo em qualquer investigação que se realize", acrescentou.

García é desde 2012 a congressista que representa o Distrito 58 da Califórnia, no qual se incluem cidades situadas na periferia de Los Angeles como Bell Gardens, Commerce, Downey, Montebello, Pico Rivera e Norwalk.

Além de presidir o Caucus Legislativo das Mulheres na Califórnia, García destacou-se nos últimos meses pelas suas ações dentro e fora da Assembleia para impulsionar o movimento "Me Too" contra as agressões sexuais.

Uma imagem da legisladora californiana fez parte do número especial da Time no qual a revista elegeu como Pessoa do Ano de 2017 as ativistas do "Me Too".