EFEBerlim

O presidente do Partido Liberal (FDP) alemão, Christian Lindner, pediu hoje perdão no Parlamento pela eleição de um colega seu, Thomas Kemmerich, como primeiro-ministro da Turíngia com os votos do partido de extrema-direita Alternativa pela Alemanha (AfD), o que provocou um terramoto político na Alemanha.

"Estamos envergonhados porque permitimos à AfD que gozasse connosco e da democracia parlamentar, e peço perdão por isso em nome dos liberais", disse Lindner durante um debate no Bundestag.

Lindner admitiu que o seu partido tinha responsabilidade pelos danos causados pela eleição de Kemmerich, que entretanto apresentou a demissão, e acrescentou que "Erfurt (a capital da Turíngia) foi um erro, mas faremos todo o possível para que não se volte a repetir".

De parte da União Democrata-cristã (CDU), o partido da chanceler, Angela Merkel, o secretário-geral, Paul Ziemiak, formulou duros ataques à AfD e em especial ao seu líder na Turíngia, Björn Höcke.

"Muitos perguntam-se na AfD com que direito chamo nazi a Höcke. É muito simples, chamo-lhe de nazi porque é um nazi e vou continuar a chamar-lhe assim", disse.

Por parte da AfD, o co-presidente do grupo parlamentar, Alexander Gauland, disse que a eleição de Kemmerich foi algo normal numa democracia parlamentar, atacou Merkel por pedir que a eleição fosse revertida e comparou-a com o jerarca da antiga RDA Walter Ullbrich.

"Ullbrich tentava ao menos dar às coisas uma aparência democrática", disse.

A co-presidente do grupo parlamentar dos Verdes, Katrin Göring-Eckhardt, acusou a AfD de querer incendiar o país.

"Vocês não amam este país, querem-no incendiar", disse.