EFEParis

O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu esta segunda-feira ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, o esclarecimento sem demora "das circunstâncias e responsabilidades" da "tentativa de assassinato" contra o opositor Alexei Navalny.

Macron disse considerar "imperativo" esclarecer o ocorrido e ressaltou a Putin, em conversa por telefone, que concorda com as conclusões dos parceiros europeus, que determinam que Navalny foi envenenado pelo agente tóxico do tipo novichok.

O Palácio do Eliseu indicou em comunicado de imprensa que o presidente francês expressou "profunda preocupação com o ato criminoso perpetrado" contra Navalny e sublinhou que "é necessário um esclarecimento por parte da Rússia no âmbito de uma investigação credível e transparente".

Macron mostrou "a sua total solidariedade com a Alemanha" sobre as consequências e iniciativas que devem ser extraídas desta situação, acrescenta a nota.

O opositor russo Navalny desmaiou durante um voo da Sibéria para Moscovo no dia 20 de agosto, obrigando a uma aterragem de emergência na cidade de Omsk para ser tratado num hospital local. A pedido da família e de colaboradores, foi transferido dois dias depois para Berlim, onde está agora no hospital universitário de La Charité.

A conversa por telefone entre Macron e Putin também abordou a situação na Bielorrússia, Ucrânia e Líbia.

Macron "salientou novamente a necessidade de apoiar uma solução política que respeite as aspirações profundamente enraizadas do povo da Bielorrússia, sem interferência externa".

Sobre a Ucrânia, o presidente francês disse que o cessar-fogo de 27 de julho foi um "passo em frente significativo" que deverá ser utilizado para implementar as medidas acordadas na cimeira de dezembro de 2019, em Paris, onde foram decretadas eleições nas zonas separatistas, entre outras medidas.

O governante francês também salientou a necessidade de respeitar o embargo de armas à Líbia, de promover o processo político no país e de envolver os países vizinhos na implementação das conclusões da conferência de Berlim de janeiro, que acordaram esse embargo e um cessar-fogo.