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As autoridades regionais madrilenas vão solicitar ao Governo espanhol apoio logístico militar e policial urgente para, entre outras ações, a realização de testes e trabalhos de desinfeção nas áreas da comunidade autónoma com restrições, e a contratação de 300 médicos extracomunitários.

O pedido vai ser feito esta quinta-feira, segundo indicou esta quarta o vice-presidente regional de Madrid, Ignacio Aguado, em conferência de imprensa.

A colaboração do Exército vai-se centrar na instalação de tendas, a realização de testes e o desenvolvimento de trabalhos de desinfeção nas 37 zonas básicas de saúde do sul da região nas quais estão em vigor deste a última segunda-feira restrições à mobilidade, explicou Aguado.

A região quer também contar com 222 efetivos da Polícia Nacional e Guarda Civil para que desenvolvam nessas zonas tarefas de inspeção, velem pelo cumprimento das quarentenas e, caso contrário, apliquem sanções.

Além disso, as autoridades madrilenas vão pedir ao Executivo presidido pelo socialista Pedro Sánchez uma rápida reforma da norma em vigor para incluir no sistema de saúde de Madrid 300 médicos extracomunitários que foram contratados durante a primeira vaga da pandemia, e que agora não se podem juntar graças a "restrições estatais".

Estas medidas, indicou Aguado, terão que estar operacionais a partir da próxima segunda-feira, 28 de setembro, para garantir que sejam correta e eficazmente implementadas o quanto antes.

Segundo os últimos dados oficiais facilitados na terça, a região de Madrid acumula um terço do total dos contágios diários, com 3.652 a respeito dos números de segunda, e continua a ser a mais afetada pela doença, o que leva as autoridades regionais a não descartarem confinamentos maiores dos que já estão em vigor nos bairros e municípios da zona sul.