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Um grupo de ativistas, familiares, entre outras pessoas, manifestaram-se esta quinta-feira frente à embaixada do Brasil em Londres para exigir um aumento nos esforços para que o jornalista britânico Dom Phillips e o especialista indígena brasileiro Bruno Araújo Pereira sejam encontrados.

Os dois estão desaparecidos desde domingo, quando foram vistos pela última vez na região do Vale do Javari, no Amazonas.

Representantes da Greenpeace e familiares de Phillips entregaram uma carta ao embaixador brasileiro no Reino Unido, Fred Arruda, solicitando que exija ao Governo brasileiro "intensificar as buscas" pelo jornalista e pelo especialista indígena.

A manifestação contou com pessoas próximas a Phillips, além de outras que atuam na defesa da preservação da Amazónia, que fazia parte central do trabalho do repórter, que é colaborador do jornal britânico "The Guardian", e do brasileiro.

Phillips e Araújo Pereira estavam a fazer investigações na região onde desapareceram para escrever um livro sobre as ameaças sofridas por tribos indígenas por parte dos que se dedicam à mineração ilegal, caçadores, madeireiros e traficantes de droga.

A Greenpeace lamentou em comunicado que "a resposta de busca e resgate tem sido frustrante e lenta" e que "a escala da operação é muito mais baixa do que o necessário para que seja eficaz".

A ONG destaca que "o desaparecimento do Dom e do Bruno acontece num momento de uma crescente política anti-indígena apoiada pelo atual Governo brasileiro".

Noutro comunicado divulgado hoje, Erika Guevara-Rosas, diretora para as Américas da Amnistia Internacional, pediu que as autoridades do Brasil empreguem "todos os recursos disponíveis para encontrá-los com vida".

O Governo britânico divulgou esta quarta-feira que está em "contacto próximo" com o Governo brasileiro e que está a oferecer assistência consular à família do jornalista britânico.