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O primeiro-ministro de Itália, Mario Draghi, renunciou ao salário que lhe corresponde por exercer o cargo, cerca de 110.000 euros brutos por ano, de acordo com a documentação publicada no site de Transparência do Executivo.

O antigo governador do Banco Central Europeu foi nomeado pelo presidente, Sergio Mattarella, para governar Itália após a demissão, a 26 de janeiro, do anterior primeiro-ministro, Giuseppe Conte, com a tarefa fundamental de gerir a pandemia.

Draghi chefia um Governo apoiado por quase todos os partidos no Parlamento, à exceção do Irmãos de Itália, de extrema-direita.

Segundo um documento publicado no site de Transparência do Governo, na seção de "Compensação ligadas ao cargo", Draghi "declara que não recebe alguma compensação de qualquer natureza" relacionada com o seu cargo de primeiro-ministro.

O salário que corresponde a um primeiro-ministro "não parlamentar", ou seja, sem assento, como é o caso do economista, ascende a 110.000 euros brutos por ano. O seu predecessor, Conte, também sem ata parlamentar, reduziu-o para 80%, pelo que recebia 88.353 euros.

O atual primeiro-ministro italiano declarou em 2020 um rendimento anual de quase 600.000 euros brutos, propriedades e copropriedades em Itália e um imóvel em Londres, entre outros bens.